Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Manifesto de um “cada-vez-menos-resignado”

 

Manifesto de um “cada-vez-menos-resignado”

 

Estou farto:

Da exploração da desgraça alheia;

Dos profetas da desgraça e dos apóstolos da ressurreição;

De políticos hipócritas que tudo prometem e nada fazem;

Dos políticos serem os culpados de tudo, mas sermos nós que os elegemos;

Dos media orientados para as audiências, em vez de para a in­formação;

Dos que não sabem quando devem parar e dos que nunca sa­bem quando arrancar;

Dos positivistas utópicos, qual avestru­zes de cabeça na areia;

Dos que preferem alhear-se do que en­frentar a realidade;

Da defesa do metro quadrado em de­trimento do Concelho inteiro;

Dos que criticam, mas nada constroem;

Dos jornalistas imbecis/lacaios e dos lacaios/imbecis metidos a jornalistas;

Dos que passam a vida a queixar-se, mas depois votam no PSD;

Do poder político ser o mesmo que o executivo;

De não se fazer nada porque há muito por fazer;

De justificar a inépcia pela complica­ção;

Do fatalismo e negativismo;

Dos que dizem ser, mas nunca conseguem provar;

Dos que apregoam pensar grande, mas que no fundo são ape­nas mesquinhos;

Dos que não acreditam porque não têm esperança;

Dos que acreditam, mas estão resignados;

Dos que não tentam e travam os que querem tentar;

Dos que nunca vêem oportunidades, só problemas;

De tanta coisa que estou farto de estar farto;

Mas, mais que tudo, estou farto da nossa falta de coragem, da minha, da sua, de todas, para mudar este estado de coisas.

Quero estar do lado dos que vendem lenços e não dos que choram.

Só depende de nós e a princi­pal mudança é a da nossa atitude.

Chega de lamechices, de coitadinhos, de desgraçados e de todos os demais sentimentos miserabilistas que nos tolhem.

Há que ter coragem de assumir posições, soltar a alma, sem medos. Gritar, lutar, partir, discutir, bater, matar, amar, seja o que for, mas combater esta resignação fatalista e mu­dar o estado das coisas.

Afinal, a responsabilidade é sempre e exclusivamente nossa.

Temos de mudar esta atitude macilenta e resignada a que nos condenámos.

Temos que nos unir para resolver os problemas prementes, não em conversas de café para os chorar.

Todos mudamos, assim tenhamos realmente essa necessidade. Nós temos necessidade, logo temos de mudar.

Só precisamos de ter coragem e mais do que dizer, fazer!

Como acto simbólico da minha própria mudança de atitude, assumo desde já este manifesto na esperança que sirva de ins­piração para alguns - e a intransigência e repúdio total face a tu­do que me queiram impingir - desde a bacoquice das "figuras públicas" ao "iluminatti" Passos Coelho e... 



publicado por farrusca às 18:16
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